Laudo analítico da Prata Coloidal Almacura: UNIVALI, banda plasmônica e 39 nm
Esta página reproduz, na íntegra, o laudo analítico da Prata Coloidal Almacura emitido pela Central de Laboratórios de Ensaios Analíticos (CLEAn) da UNIVALI, em Itajaí, Santa Catarina, em dezembro de 2025. O documento está aqui em texto e em imagem, com o número do relatório e o código de verificação, para que qualquer pessoa possa conferir na fonte.
Identificação do laudo
- Laboratório: Central de Laboratórios de Ensaios Analíticos (CLEAn), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Rua Uruguai 458, Campus Itajaí.
- Habilitação: laboratório habilitado nos termos da RDC 390/2020 para ensaios em amostras oriundas dos controles da Anvisa, sob REBLAS nº 233, conforme resolução RE nº 2.917, de 31 de julho de 2025.
- Relatório analítico nº 2382.2025.B, versão V.0, emitido em 04/12/2025.
- Ensaio: Relatório Técnico LPTF nº 006/2025, do Laboratório de Pesquisa em Tecnologia Farmacêutica da UNIVALI, emitido em 03/12/2025, responsável técnica Profa. Dra. Ruth Meri Lucinda da Silva, CRF 6221.
- Amostra: Prata Coloidal Almacura, lote G112J, do produto de 20 ppm. Coleta em 10/11/2025, conclusão da análise em 04/12/2025.
- Assinaturas: três responsáveis técnicos, com assinatura digital ICP-Brasil e gov.br: farmacêutica (CRF 22234), biólogo (CRBio 045398/09-D) e químico (CRQ 13100118).
- Verificação pública: o relatório pode ser conferido em univali.ultralims.com.br/public/cliente com o código de verificação impresso na página 2 do documento reproduzido abaixo.
Método utilizado
Espectrofotometria no ultravioleta e visível (UV-Vis), com varredura de 200 a 600 nm, para identificação da banda plasmônica, que é a assinatura óptica de nanopartículas metálicas de prata. O diâmetro médio foi estimado a partir do pico de absorção máxima e da metade da largura desse pico, conforme método publicado por Brito e colaboradores na revista Química Nova, v. 44, n. 1, p. 105 a 111, 2021.
Resultado
Transcrição literal da seção de resultados do relatório técnico:
"A amostra apresenta uma banda de absorção entre 350 e 550 nm, com absorção máxima entre 410 e 450 nm, característica da banda plasmônica de amostras de prata coloidal. A partir da análise pode-se inferir que o diâmetro médio das nanopartículas é de 39 ± 0,35 nm."
E a conclusão do laboratório:
"A amostra analisada possui perfil de absorção no UV-VIS característico de nanopartículas de prata (prata coloidal), com presença da banda plasmônica e diâmetro médio de 39 ± 0,35 nm."
O que este laudo mostra, e o que ele não mostra
O que mostra. A amostra contém nanopartículas de prata. A banda plasmônica entre 410 e 450 nm é o comportamento óptico de prata metálica dispersa em meio aquoso, e água não apresenta essa banda. O diâmetro médio medido foi de 39 nanômetros, com desvio-padrão de 0,35 nm.
O que não mostra. Este ensaio identifica e dimensiona as nanopartículas. Ele não quantifica a concentração em partes por milhão. Concentração é outro ensaio, com outro método, e quando ele existir será publicado aqui do mesmo jeito.
Sobre o lote analisado. A amostra é o lote G112J, do produto de 20 ppm. Cada laudo vale para a amostra recebida, e é assim que o próprio relatório registra na primeira observação da página 2.
Sobre testes feitos em casa
É comum que alguém tente conferir prata coloidal em casa, com ponteira laser ou com sal de cozinha. Vale explicar por que esses testes não decidem a questão.
A dispersão de luz depende do tamanho e da quantidade de partículas, e cai muito rápido conforme a partícula diminui. Em partículas de dezenas de nanômetros, a intensidade e a visibilidade do feixe variam com a iluminação do ambiente, com a potência e o comprimento de onda do laser, com o recipiente e com o ângulo de observação. O mesmo produto pode mostrar um feixe nítido em uma condição e quase nada em outra. É observação qualitativa, sensível a condição, e não é método analítico.
O teste com sal atua sobre a prata em forma iônica, formando cloreto de prata. Ele informa algo sobre a forma química da prata presente, e não distingue água de dispersão de nanopartículas.
O que decide é ensaio de laboratório, com método declarado, responsável técnico identificado e documento verificável. É por isso que este laudo está publicado aqui inteiro.
O documento, página por página
Relatório analítico CLEAn nº 2382.2025.B


Anexo: Relatório Técnico LPTF nº 006/2025



Regularidade do produto
A Prata Coloidal Almacura é fabricada em unidade industrial própria em Itajaí, Santa Catarina, com Autorização de Funcionamento de Empresa expedida pela Anvisa, e é notificada na Agência como produto de higiene pessoal e cosmético. No rótulo, a composição segue a nomenclatura internacional de ingredientes, na qual a prata coloidal figura como COLLOIDAL SILVER.
Registramos, para que não haja leitura equivocada: a notificação sanitária atesta a regularidade do produto na categoria em que foi notificado, e não é atestado de eficácia. Este laudo trata da identidade e do tamanho das partículas, não de efeito sobre a saúde.
Conteúdo técnico. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento profissional.
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Prata coloidal 40 ppm em 500 mL, com água purificada. Uso externo como enxaguante da pele. Fabricação própria em Itajaí e produto legalizado na Anvisa.
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